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Avatar de teresa santos

Uaauuu

É que privilégio é, ter-te como filha! 💝

Ser parte desta “composição” bonita de ti!

Que grande tesouro esse teu pensamento crítico e analítico embrulhado em empatia!

“Todas as árvores dão frutos…as que passam mais sede dão frutos mais docinhos” dizia o avô velhote 😉

Parabénssss 👏🏼👏🏼👏🏼👏🏼

Avatar de Pagomes
Jan 4Editado

Que maravilha de texto. É a prova que se pode falar de assuntos sérios e ter um texto leve e cativante! Ainda fiquei à espera de uma canelada furtiva ou de um carolo relâmpago mas fico feliz de não teres escolhido a violência. Eu também cresci privilegiado. Cresci na Apelação (pré bairros sociais), andei na escola do Catujal (onde 80% dos meus colegas viviam no talude militar, tão famoso por ter sido demolido recentemente pelo inenarrável presidente da câmara de Loures). Os meus pais tinham emprego fixo, a minha mãe num ATL e o meu pai na fábrica nacional de margarina. A minha roupa e brinquedos eram da feira das Galinheiras mas nos anos e Natal tinha direito a coisas que vinham de lojas com telhado. O orçamento tinha sempre fundos para livros. Os meus avós viviam no mesmo prédio e tinham um fornecimento infinito de beijos e abraços. Andei no secundário nos Olivais (chique e nazi), fiz o 12º anos a prestações e a trabalhar em part time. Tive média de 16 e disse à minha mãe que não queria ir para a universidade. Quase a matei nesse dia. Salvou-me o meu avô que a convenceu que não podemos ser todos Doutores e Engenheiros senão o que seria do país. Fiz um curso de Técnico de manutenção de aeronaves e ainda lá estou. A minha mãe hoje dá graças por eu não ter ido para a Universidade e não ter ficado à procura de um emprego sem ser a recibos verdes. Para a Universidade entrei com 39. Fui privilegiado ou trabalhei para estar onde estou? As duas coisas. Muito das duas coisas.

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